23 novembro, 2015

Você acha que legalizar a prostituição é um caminho para diminuir o tráfico de mulheres?

Não, mas primeiro vou contextualizar esses dois conceitos, tráfico de mulheres e prostituição.
Tráfico de mulheres é a venda de mulheres a fim de satisfazerem os desejos sexuais de um homem de uma maneira forçada. Esse tráfico é uma das formas ilegais mais lucrativas do mundo. Algumas estimativas afirmam que cerca de 500 mil pessoas são traficadas de países mais pobres para a Europa por ano e 98% são mulheres. As mulheres traficadas entram no seu país de destino com visto de turista e a ação da exploração sexual muitas vezes é trocada nos registros por atividades legais como o trabalho de babás, garçonetes ou dançarinas. Poucas mulheres que são vítimas deste crime sabem de que a migração se destina à exploração sexual.
Prostituição é a troca consciente de dinheiro por serviços sexuais, e é normalmente praticada por mulheres. Em alguns lugares do mundo ela é ilegal, ou legal, mas as atividades organizadas, tal como prostíbulos é ilegal, ou até totalmente legal. Um lugar, onde várias prostitutas ficam se chama prostíbulo, entre outras variáveis, lá os homens podem ir para contratar seus serviços, isso é ilegal na maioria dos países.
A lei, formulada por Jeans Wyllys, quer legalizar a prostituição. Segundo o lei criaria - se uma “profissional do sexo”, ela seria beneficiada de benefícios como uma pessoa em qualquer outro trabalho. O deputado diz que quer criar essa lei para que a profissional seja vista com outros olhos e segurança das prostitutas.
Porém, como no livro Desaparecidas, as meninas vindas de um país para o EUA pensam que vão ter uma vida melhor, mas não é isso que acontece. Elas acabam ficando em casas onde frequentemente fazem sexo a força. Então o que isso tem haver com a prostituição, além do sexo, nada. Já que na prostituição as mulheres não são forçadas a manterem relações sexuais, é claro que para algumas mulheres, essa escolha possa parecer a única. Enquanto no tráfico, mulheres são enganadas ou levadas a força de um lugar para o outro a fim de gerar lucro para “seus donos”.
Nota-se no livro, o desespero de algumas meninas, elas não gostam e não querem estar ali, mas ás vezes tem medo de reagir, já que não sabem o que pode acontecer. Por isso ficam presas em lugares onde podem fazer sexo até morrer. Na prostituição, tem a oportunidade de parar, mesmo que algumas vezes não convenha.

Pode-se ocorrer até o contrário, o tráfico de mulheres aumentar. Algumas mulheres são contra essa possível lei, elas dizem que a prostituição é um estupro remunerado e que com a legalização seria mais difícil que essa prática acabasse. A lei formulada por Jean W. foi duramente criticada por algumas mulheres, elas dizem que o homem não conhece o lado das mulheres e que a criação da lei seria útil apenas para proteger que usa esses serviços.
O Canadá também fez um projeto de lei para legalizar a prostituição, ela foi criticada e algumas organizações recorreram da ideia. Na Holanda, lugar onde a prostituição foi legalizada, o que aconteceu é que houve um aumento nesse comércio. A cidade de Amsterdã se tornou o local da prostituição na Europa, muitas mulheres são traficadas para lá a fim de suprir a demanda. A violência sexual é tratada como normal, como se uma pedra caísse no pé de um pedreiro, e há baixa ajuda para quem quer sair dessa profissão. Na Armênia, Bulgária, Bélgica entre outros países, a prostituição não é um crime, porém, operar bordéis é proibido.
Por fim, penso que não adiantaria nada legalizar a prostituição com o intuito de diminuir o tráfico de mulheres, já que, como vimos na Holanda, isso talvez não dê certo e acabe até tendo o efeito contrário. Pode – se pensar também que ao legalizar a prostituição, a demanda aumentará e por isso seria necessário novas prostitutas que trabalhariam, mas não ficariam com o lucro.












Geovani Batestucci Raimundo.

Referências

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